4 Premissas para o mundo VUCA que vivemos hoje

Estamos todos juntos, mesmo isolados.

Pela primeira vez na nossa história recente, estamos vivendo um problema global, que nos afeta nos mais diversos níveis. Profissionalmente, estamos aprendendo o que significa ter uma operação completa no virtual e, pessoalmente, precisamos gerenciar vida pessoal, demandas do trabalho e cuidados gerais recomendados à população. Claro, há também quem segue a vida “normal”, com mais atenção e restrições.

Se isso é verdade para pessoas, é também a realidade de Marcas e organizações.

Nas últimas semanas, temos visto uma série de iniciativas e movimentos que colocam à prova a adaptabilidade como uma característica fundamental dessa nova década – assim como tem falado nossa parceira Andrea Janér, da Oxygen, em suas lives diárias no Instagram.

O primeiro momento é de apreensão. O que fazer agora? Uma dica: faça algo e faça agora. Mas não de qualquer jeito, nem a qualquer custo.

No contexto, é preciso atuar sob algumas premissas, que já passam a fazer parte das regras do jogo. Aqui, levantamos algumas delas.

A liderança precisa se colocar de forma mais ativa para solucionar problemas

Nas organizações, diversas empresas criaram suas próprias formas de migrar a operação para o virtual. Em diversos casos, forneceram ferramentas de trabalho, contrataram softwares e mudaram a rotina para se adaptarem à nova realidade. Treinamentos, reuniões e alinhamentos foram revistos para gerar mais engajamento, retorno e construir uma relação de confiança entre times e líderes.

 

Visão de curto prazo

Estamos acostumados a fazer planos para daqui a cinco anos. Claro, eles são importantes, continuam válidos, mas nosso foco deve ser no amanhã, na semana que vem. Se o mundo VUCA soava quase como um modelo teórico, hoje vivemos ele na pele e precisamos estar aptos para atuar e nos posicionarmos em um mundo volátil, incerto, complexo e ambíguo.

 

Comunicação relevante

Se, por um lado, estamos isolados, por outro, nunca tivemos tantas ferramentas para nos conectar. E isso tem um custo muito grande. São muitas informações, sugestões, dicas, notícias. O ponto é que, em primeiro lugar, informação em excesso vira ruído. Em segundo, seu usuário e seu time precisam de comunicação relevante, que vai fazer diferença nas suas vidas. O mesmo vale para Marcas. Se não for para falar algo relevante, que construa valor para a sua Marca e para o mundo, é melhor não falar. E, principalmente, mais do que só falar, é importante implementar, fazer, tomar a frente e inspirar as pessoas para transformarem o mundo.

 

Oportunidade, oportunismo e propósito

Sim, é fundamental entender realmente a diferença entre oportunidade e oportunismo – pessoas e Marcas serão cobradas por saberem essa diferença – e vislumbrar que toda crise é também uma oportunidade. Mas precisamos ir além disso. Oportunidade se constrói com ações reais, separando o que deve ficar e o que deve ir embora depois dessa crise, pois sabemos que não seremos os mesmos, nem os nossos negócios. A oportunidade real é colocar o seu propósito – o seu talento, a sua maior vocação, a serviço de um impacto positivo no mundo – em ação. O seu propósito deve ser propositivo. Este é o primeiro passo para Marcas e organizações atuarem de forma genuína, gerando valor para seus negócios, para seus públicos e para o ecossistema. Falaremos mais sobre isso em um outro artigo.

Por ora, cuidem-se, lavem as mãos, se puderem fiquem em casa e tenham calma, que daqui a pouco passa.

Compartilhar:

Veja mais artigos

Artigo
O Faz do Branding: como experiências constroem marcas
Artigo
Branding e identidade visual: o que é e como aplicar na sua marca
Artigo
Cannes Lions 2024: Os leões da criatividade em contexto 
Artigo
De commodity a marca desejada: A (R)evolução de Happy Eggs®