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Brasilidade e branding: como impulsionar cultura e conexão 

Entenda os movimentos culturais que estão impulsionando marcas brasileiras – e o Brasil – no cenário global 

Recentemente, a Ana Couto participou de uma matéria da ISTO É Dinheiro sobre o tema “brasilidade na moda”. O conteúdo evidencia como o Brasil viveu momentos simbólicos ao longo de 2025 — do reconhecimento internacional no Oscar à presença de artistas como Lady Gaga e Dua Lipa no país. Esses acontecimentos não apenas ampliaram a repercussão global, como também impulsionaram uma reconexão dos brasileiros com os símbolos nacionais, especialmente o verde e amarelo, reforçando a identidade brasileira no cenário global. Como destaca a Ana Couto, esses movimentos de valorização cultural fortalecem a identidade coletiva, estimulam o pertencimento cultural e evidenciam a cultura como ativo estratégico, promovendo um novo olhar para o patrimônio histórico e cultural do Brasil.

No campo econômico, 2025 também se consolidou como um ano de destaque para o turismo internacional, com crescimento de 47,5% e quase seis milhões de visitantes estrangeiros em apenas sete meses, segundo dados da Embratur. Esse desempenho reforça o potencial do Brasil como destino global, impulsiona o marketing cultural no Brasil e evidencia a força de seus ativos culturais como base para o posicionamento cultural das marcas.

Rico em diversidade, história e criatividade, o país reúne elementos únicos capazes de gerar valor para marcas, negócios e para a sociedade. Ao assumir o protagonismo de suas raízes, as marcas brasileiras podem transformar essa potência cultural em diferenciação estratégica, fortalecendo o branding e identidade cultural, a marca como expressão cultural e a relevância sustentável no mercado.

Neste artigo, exploramos como a brasilidade pode ser aplicada ao branding, revelando como marcas se conectam à cultura brasileira — do carnaval às expressões do cotidiano — para transformar identidade em valor, emoção em conexão e comunicação em uma plataforma viva de impacto, capaz de ampliar a visibilidade internacional e projetar o Brasil no cenário global de forma consistente e autêntica.

O branding do Brasil está em alta – e pode ir além 

Marcas que incorporam a brasilidade no branding em suas plataformas têm o potencial de construir conexões genuínas com consumidores locais e internacionais, promovendo engajamento emocional coletivo e fortalecendo sua narrativa popular de marca. No entanto, esse processo exige mais do que a apropriação superficial de códigos visuais ou estéticos. É fundamental desenvolver uma estratégia consistente de branding cultural, capaz de conectar o propósito da organização a um código cultural autêntico.

Ao valorizar aquilo que é essencialmente brasileiro e traduzir essa origem em uma narrativa proprietária, clara e diferenciada, as marcas ampliam sua relevância, fortalecem seu posicionamento cultural e estruturam um modelo sólido de como usar cultura no marketing. Mais do que comunicar atributos, trata-se de expressar identidade, visão, impacto social e identidade coletiva.

Em um mercado cada vez mais saturado, a relevância se torna um ativo estratégico para sustentar valor no longo prazo. Um exemplo emblemático é a Havaianas, que, ao conquistar o mercado global, manteve sua identidade brasileira enquanto se posicionava de forma única e premium no cenário internacional. Mesmo diante da concorrência com grandes ícones da moda, a marca preservou sua originalidade ao construir uma visão proprietária, traduzida no conceito da Ginga Brasileira, consolidando-se como referência em branding cultural.

 

Identidade visual global da Havaianas por anacouto

Mais do que um posicionamento de marca, a ginga representa um modo de ser: leve, vibrante, espontâneo e cheio de atitude. Esse espírito tornou-se o fio condutor de um sistema visual flexível, capaz de equilibrar a sofisticação exigida pelo mercado global com o calor humano e a autenticidade do Brasil, reforçando a lógica de marca como expressão cultural.

O Brasil possui um modo de ser único, e a Havaianas é uma das marcas mais fortemente associadas ao país no cenário internacional. Esse reconhecimento evidencia como produtos podem transcender sua função original e se transformar em símbolos culturais. Mais do que itens utilitários, passam a representar valores, emoções, identidade brasileira e pertencimento, tornando-se parte da história e da memória coletiva.

Como aplicar a identidade cultural em uma marca 

A identidade cultural de uma marca deve ser construída a partir de uma estratégia integrada de branding e comunicação que, juntas, reflitam o valor que a organização gera para o mundo. O grande desafio ao incorporar códigos culturais em uma marca é garantir que ela seja coerente com o que comunica e consistente com o que pratica, fortalecendo seu posicionamento cultural.

Por isso, na anacouto, o ponto de partida para construir uma estratégia sólida de brasilidade no branding é definir e alinhar o que a organização é, faz e fala. É fundamental que a empresa tenha um mapeamento claro de suas expressões visuais e verbais, de seus territórios de comunicação, de sua proposta de valor para cada ativação e, principalmente, de seus diferenciais competitivos, para que consiga desenvolver um branding e identidade cultural proprietário, consistente e relevante.

A personalidade da marca desempenha um papel crucial nesse processo. É ela que define como a marca se comporta e transmite seus costumes, vocabulários e expressões culturais, criando uma conexão simbólica com o público. Com uma definição estruturada entre os objetivos de branding e os de negócio, a organização fortalece sua brasilidade na comunicação e pode construir relações duradouras, ou até mesmo liderar um verdadeiro movimento cultural.

Carnaval: cultura, mídia e potência criativa 

O Carnaval é uma das maiores manifestações culturais do Brasil, com diferentes representações em cada região do país, consolidando-se como um dos principais territórios para carnaval e marcas. No recente podcast entre a Ana Couto e Luiz Antônio Simas, do movimento É, Faz&Fala, Simas destacou: “O Carnaval não é exatamente uma festa. É uma data marcada por uma pluralidade de festas.”

Esse evento é muito mais do que um momento de celebração. Trata-se de um espaço em que emoção, criatividade e identidade coletiva se conectam, reforçando a marca como expressão cultural. Nesse contexto, as marcas têm a oportunidade de desenvolver narrativas que, de fato, integram o imaginário brasileiro.

Para organizações que buscam se associar à esta época de festividades, o Carnaval se apresenta como uma plataforma estratégica para o branding e para o fortalecimento da narrativa cultural. Marcas que reconhecem sua própria origem e dialogam de forma autêntica com as realidades culturais das regiões em que atuam conseguem desenvolver campanhas de carnaval mais relevantes. Ao fazer isso, não apenas ampliam sua visibilidade, como fortalecem sua identidade e conquistam a preferência do consumidor de forma genuína. Esse movimento não se limita ao evento, mas tem o potencial de estabelecer um vínculo emocional duradouro, reforçando o engajamento emocional coletivo e o pertencimento cultural ao longo do ano.

Assista ao Podcast É,Faz&Fala. e inspire-se em conversas sobre o valor da brasilidade.

Da marca à experiência: o valor da brasilidade

Case Consul 

A Consul nasceu dentro das casas brasileiras. Esteve nos churrascos de domingo, nas feijoadas em família, no samba improvisado no quintal. Democratizou a primeira geladeira do país, fez parte das conquistas da classe média e cresceu junto com milhões de lares. Ao longo do tempo, porém, passou a ser reconhecida mais pelo que fazia — eletrodomésticos acessíveis — do que pelo que significava na vida das pessoas. Diante desse desafio, a marca realizou uma investigação profunda, ouvindo consumidores, mergulhando na cultura brasileira e revisitando sua própria história, para resgatar sua essência e fortalecer seu posicionamento cultural.

Rebranding da marca Consul por anacouto

A partir desse movimento, a Consul assumiu o propósito de permitir que os brasileiros possam mais, traduzido na promessa “Consul está com você, facilitando seu corre e valorizando suas conquistas”. Com uma personalidade raiz, calorosa, criativa e responsável, a marca passou a se expressar de igual para igual, com proximidade, acolhimento e autenticidade. Sua plataforma criativa, inspirada em ícones da cultura popular — como fitas do Bonfim, serpentinas, listras de feira e guarda-sóis de praia —, construiu uma identidade visual e verbal que conecta tradição e contemporaneidade. O resultado é uma experiência de marca sensorial, viva e cotidiana, que transforma o ponto de venda e a comunicação em espaços de pertencimento, demonstrando como o branding cultural pode gerar engajamento emocional, valor simbólico e relevância sustentável.

Projeto de experiência da marca Consul por anacouto

Confira o case completo

Marcas brasileiras e o valor da brasilidade

O Brasil pode até estar na moda — e, em muitos momentos, está. Mas o verdadeiro diferencial está na capacidade das marcas de reconhecer seus códigos culturais, respeitar suas origens e transformá-los em um branding proprietário, consistente e relevante. Mais do que acompanhar tendências, trata-se de traduzir a identidade brasileira em valor, propósito e impacto real. Quando cultura vira estratégia, narrativa vira patrimônio e emoção vira conexão, as marcas deixam de apenas comunicar: passam a representar. É assim que o valor do país se materializa nas organizações — fortalecendo negócios, inspirando pessoas e gerando impacto positivo para a sociedade no longo prazo.

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