{"id":7779,"date":"2020-06-29T12:14:17","date_gmt":"2020-06-29T15:14:17","guid":{"rendered":"http:\/\/legacy.anacouto.com.br\/?p=7779"},"modified":"2024-07-03T15:34:17","modified_gmt":"2024-07-03T18:34:17","slug":"brand-lovers-com-proposito-marcas-ganham-relacao-que-vai-alem-do-amor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/anacouto.com.br\/en\/artigos\/2020\/06\/29\/brand-lovers-com-proposito-marcas-ganham-relacao-que-vai-alem-do-amor\/","title":{"rendered":"&#8220;Brand lovers&#8221;: com prop\u00f3sito, marcas ganham rela\u00e7\u00e3o que vai al\u00e9m do amor"},"content":{"rendered":"<p>Voc\u00ea, com certeza, j\u00e1 passou por isso. Abriu o Instagram, navegou um pouco pelo feed e, l\u00e1 est\u00e1, algu\u00e9m declarando seu amor a uma&#8230; marca.<\/p>\n<p>Em foto, v\u00eddeo ou texto, \u00e9 normal vermos posts de pessoas comuns falando que amam uma determinada marca. Seja pela qualidade de seus produtos, seja pela presen\u00e7a que elas ganharam em suas vidas ou pelas causas que defendem.<\/p>\n<p>A Natura, por exemplo, \u00e9 vista como uma marca que se preocupa n\u00e3o s\u00f3 com a beleza, mas com o bem-estar das pessoas e do mundo. A Patagonia, por sua vez, \u00e9 uma refer\u00eancia em sustentabilidade. A Apple, um exemplo de design, com produtos que &#8220;todo mundo quer&#8221;, e por a\u00ed vai.<\/p>\n<p>Seus f\u00e3s v\u00e3o \u00e0s redes sociais e usam suas pr\u00f3prias vozes para defend\u00ea-las e advogar por elas. \u00c9 mais do que &#8220;publicidade gratuita&#8221;. S\u00e3o consumidores que se colocam como pr\u00f3prios representantes da marca e dos valores que elas comunicam.<\/p>\n<h3>O &#8220;amo muito tudo isso&#8221; na pr\u00e1tica<\/h3>\n<p>Nos anos 1990, o termo &#8220;love brands&#8221; ficou muito conhecido e diz respeito \u00e0s marcas que v\u00e3o al\u00e9m do relacionamento de compra e venda. Essas marcas ganham o cora\u00e7\u00e3o do usu\u00e1rio, refletem sua identidade, oferecem um senso de comunidade e traduzem estilos de vida. \u00c9 o &#8220;amo muito tudo isso&#8221; na pr\u00e1tica e no dia a dia. O que mudou dos anos 1990 para c\u00e1?<\/p>\n<p>L\u00e1 atr\u00e1s, t\u00ednhamos um cen\u00e1rio &#8220;brand driven&#8221;. Ou seja: os neg\u00f3cios cresciam a partir de um trabalho forte de constru\u00e7\u00e3o da marca em primeiro lugar. O s\u00edmbolo, frases de grande impacto, a publicidade despertava o desejo do consumidor.<\/p>\n<p>Muitas marcas se destacaram nesse per\u00edodo. A Nike \u00e9 um exemplo claro disso, ao apostar em inova\u00e7\u00e3o de produto e marketing como propulsores do crescimento \u2014at\u00e9 que a empresa foi acusada de contratar m\u00e3o de obra infantil e viu suas a\u00e7\u00f5es despencarem nas bolsas.<\/p>\n<h3>De &#8220;brand driven&#8221; para &#8220;purpose driven&#8221;<\/h3>\n<p>Aquilo foi um divisor de \u00e1guas para o mundo das marcas. L\u00edderes e CEOs finalmente entenderam que h\u00e1 outros fatores relevantes na rela\u00e7\u00e3o com o consumidor. Assim, o cen\u00e1rio evoluiu para ser &#8220;purpose driven&#8221;, que coloca o prop\u00f3sito no centro da gest\u00e3o.<\/p>\n<p>Mas o que \u00e9 ter o prop\u00f3sito na dianteira das decis\u00f5es de neg\u00f3cio? De in\u00edcio, \u00e9 importante entender que prop\u00f3sito n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 uma frase de efeito; \u00e9 o que sua organiza\u00e7\u00e3o tem como maior talento para impactar positivamente o mundo. Ah! Isso vale para marcas e para pessoas.<\/p>\n<p>A evolu\u00e7\u00e3o do modelo &#8220;brand driven&#8221; para o modelo &#8220;purpose driven&#8221; \u00e9 reflexo de mudan\u00e7as mais amplas que o s\u00e9culo XXI est\u00e1 nos impondo. Temos quest\u00f5es estruturais ainda n\u00e3o resolvidas, um sistema econ\u00f4mico que n\u00e3o d\u00e1 conta das desigualdades, e quest\u00f5es ambientais que v\u00eam pressionando essa vis\u00e3o individualista do consumo a qualquer custo.<\/p>\n<h3>Alinhamento entre marca, neg\u00f3cio e comunica\u00e7\u00e3o<\/h3>\n<p>Precisamos evoluir e est\u00e1 na hora de agir. Mas, para construirmos um novo modus operandi, precisamos de disciplina e consist\u00eancia que, de fato, gere valor para o neg\u00f3cio e para o planeta. \u00c9 aqui que o branding, como disciplina, entra como uma ferramenta essencial.<\/p>\n<p><span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"http:\/\/legacy.anacouto.com.br\/download-a-marca-faz\/\">Na nossa vis\u00e3o, o branding \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de valor a partir do alinhamento entre marca, neg\u00f3cio e comunica\u00e7\u00e3o. Entendemos que as organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o em diferentes est\u00e1gios de desenvolvimento nessa constru\u00e7\u00e3o.<\/a><\/span><\/p>\n<p>Por isso, avaliamos a disciplina em 3 ondas, que nos ajudam a identificar onde as organiza\u00e7\u00f5es est\u00e3o e como podem evoluir, causando um impacto positivo maior.<\/p>\n<h3>As 3 ondas do branding<\/h3>\n<p>Na primeira onda, o produto est\u00e1 no centro. \u00c9 a partir dele que ser\u00e3o criadas todas as a\u00e7\u00f5es de venda \u2014seus atributos funcionais, pre\u00e7o e seus esfor\u00e7os de comunica\u00e7\u00e3o. Nessa onda, precisamos garantir que o neg\u00f3cio gere lucro. Afinal, lucro \u00e9 o oxig\u00eanio das empresas. S\u00f3 que n\u00e3o vivemos s\u00f3 para respirar, certo? Nem as marcas.<\/p>\n<p>Na segunda onda, quem est\u00e1 no centro \u00e9 o consumidor. A marca precisa ser relevante na vida deles, despertar sentimentos e construir uma rela\u00e7\u00e3o de identidade com seus p\u00fablicos.<\/p>\n<p>Sabe quem encontramos nas ondas 1 e 2? Aqui entra o conceito das &#8220;love brands&#8221;. S\u00e3o as marcas que conseguiram surfar bem a onda 1, trazendo de forma muito clara o benef\u00edcio funcional do produto, e a onda 2, criando um v\u00ednculo emocional na vida do consumidor e, ao mesmo tempo, agregando valor ao neg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, isso j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 o bastante para responder a tantos desafios do mundo atual. Com isso, entramos na onda 3 de constru\u00e7\u00e3o de valor, onde marca, neg\u00f3cio e comunica\u00e7\u00e3o s\u00e3o orientados pelo prop\u00f3sito.<\/p>\n<p>Aqui, n\u00e3o temos mais um grupo de consumidores e stakeholders. Os grandes neg\u00f3cios constroem em torno de si um ecossistema de rela\u00e7\u00f5es entre pessoas e empresas, gerando valor para todos os envolvidos. A marca n\u00e3o fala s\u00f3 do papel na vida do consumidor, mas traz a sua vis\u00e3o de mundo e engaja as pessoas nessa transforma\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<h3>Marcas que engajam pessoas<\/h3>\n<p>Vamos exercitar em um exemplo: Airbnb. Na onda 1, \u00e9 um servi\u00e7o que oferece um espa\u00e7o para quem est\u00e1 interessado em alugar um pouso tempor\u00e1rio. Na onda 2, \u00e9 uma forma de voc\u00ea se sentir em casa quando estiver viajando. Na onda 3, \u00e9 uma comunidade de usu\u00e1rios que vivencia o mundo com base em trocas e experi\u00eancias coletivas, onde a marca se posiciona de forma ativa para traduzir seus valores e cren\u00e7as em a\u00e7\u00f5es efetivas.<\/p>\n<p>Evolu\u00edmos da vis\u00e3o de cliente\/usu\u00e1rio para a gera\u00e7\u00e3o de valor para todos os stakeholders -aqui, a palavra-chave \u00e9 &#8220;ecossistema&#8221;. Seu prop\u00f3sito, &#8220;pertencer a todos lugares&#8221; (&#8220;belong everywhere&#8221;), fica claro com a\u00e7\u00f5es, como quando, por exemplo, a empresa cancelou as as contas de supremacistas brancos ligados \u00e0s manifesta\u00e7\u00f5es recentes em Charlottesville. Um ponto importante: quando falamos de ondas do branding, n\u00e3o estamos aqui propondo n\u00edveis, onde a sua marca deve subir de um para outro, como se estivesse passando de fase. O modelo ideal identifica valor em todas as ondas e entende a melhor forma de surf\u00e1-las simultaneamente.<\/p>\n<h3>Planeta pede senso de coletividade<\/h3>\n<p>Quando olhamos para o mundo, vemos o quanto precisamos mudar, tanto na esfera das organiza\u00e7\u00f5es, quanto na esfera das pessoas. Afinal, o planeta pede um senso de coletividade maior. E ainda que o modelo das &#8220;love brands&#8221; seja importante para entender a paix\u00e3o que marcas despertam em seus consumidores, ele \u00e9 insuficiente para resolver um problema mais amplo: como trazer mais valor para as rela\u00e7\u00f5es, para as marcas e para o mundo?<\/p>\n<p>Em um modelo &#8220;purpose driven&#8221;, dirigido pelo prop\u00f3sito, n\u00e3o existe a oposi\u00e7\u00e3o entre lucro e prop\u00f3sito. As organiza\u00e7\u00f5es e as marcas s\u00e3o parte da solu\u00e7\u00e3o \u2014e n\u00e3o do problema. Assim, podemos realmente apostar em um futuro melhor para todos. Ser\u00e1 uma nova era para o capitalismo?<\/p>\n<p><em style=\"font-size: 1.25rem;\">Artigo publicado originalmente no\u00a0<span style=\"color: #000080;\"><a style=\"color: #000080;\" href=\"http:\/\/economia.uol.com.br\/colunas\/2020\/06\/29\/brand-lovers-com-proposito-marcas-ganham-relacao-que-vai-alem-do-amor.htm\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">UOL<\/a><\/span><\/em><\/p>\n<section id=\"single-tools-content\" class=\"box-content-01 header-coutoman-dark\">\n<div class=\"container content\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"col-lg-11 offset-lg-1 text-center share-box\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/section>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voc\u00ea, com certeza, j\u00e1 passou por isso. 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